Arfadas no escuro. Como se olhos fossem se acostumando ao breu, distinguem-se vultos. Dois eram eles.
Ouve-se um lento resfolegar no quarto ao lado - o terceiro ronca.
Um dos respirares acalma-se aos poucos. O outro suga, desesperado, cada vez mais ar.
'Tá tudo bem aí?' pergunta a primeira.
O segundo ofega, chia, angustia.
'Ei, o que houve?'
Ele tenta se sentar, arquejando pesadamente. A primeira se levanta rápida, desajeitada, acende a luz. O corpo nu na luz amarela, a pele sem pelo, os seios pequenos e arrepiados da primeira viagem, o olhar de pânico. O primeiro, do outro lado da cama, de silhueta magra e comprida (mal saída do estirão), convulsa, a arfar frases entrecortadas, ininteligíveis.
'...-binha de As-...'
A primeira veste a camiseta do segundo, caça sua calcinha (acha-a do outro lado do quarto); abre a porta aos trancos e sai.
Pancadas aflitas na porta do quarto ao lado.
'Escuta, tem alguma coisa acontecendo com o seu filho! Ele está asfixiando! (merda, merda!)'
O ressonar pára. Acende-se uma luz por debaixo da porta.
Um sussurro.
'Ai, caralho.'
19 março 2011
05 março 2011
kunderismos.
"É, agora eu via isso com clareza: a maioria das pessoas se entrega à miragem de uma dupla crença: acredita na perenidade da memória (dos homens, das coisas, dos atos, das nações) e na possibilidade de reparar (os atos, os erros, os pecados, as injustiças). Uma é tão falsa quanto a outra. A verdade se situa justamente no oposto: tudo será esquecido e nada será reparado. O papel da reparação (tanto pela vingança quanto pelo perdão) será representado pelo esquecimento. Ninguém irá reparar as injustiças cometidas, mas todas as injustiças serão esquecidas."
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03 março 2011
Alfama
Lei scendeva le scale in fretta, come se qualcosa la perseguisse, come se la pioggia non potesse più aspettare tra le nuvole grigie, come se i gradini fossero sparire, o forse come se quelle pietre fossero sciogliere sotto i suoi piedi.
Lei correva, e Portogallo singhiozzava.
Lei correva, e Portogallo singhiozzava.
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27 fevereiro 2011
Un po' di notte.
A lua espreitava
vigiava
procurava por qualquer ato que pudesse denunciar seus ânimos.
Mas a frieza lisa das pedras do rio era pesada demais no chacoalhar suave das águas.
Eram impenetráveis;
imperscrutáveis.
17 fevereiro 2011
Não sei mais se o que me escorre é uma lágrima do céu ou um pingo de choro.
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Paralelos
13 fevereiro 2011
Mote: Under the stairs.
Depois da morte de meu avô, mudei-me para sua casa. Neto de filha única, e desesperado para sair da casa de minha mãe, convenci-a de não vender o imóvel vazio e me mudei. O pretexto era ótimo – era mais próximo da universidade.
A entrada foi menos triunfal do que planejara. A casa caía aos pedaços, em seu mudo sofrimento – ou nem tão mudo assim. Fechaduras, maçanetas, dobradiças, piso, escada, tudo gemia dolorosamente se tirado do seu coma catatônico. A casa tinha artrite, como tivera meu avô.
As primeiras medidas foram as emergenciais; hidráulica e elétrica entraram nos eixos, e então o dinheiro acabou. As parcas finanças de um pós-graduando não eram suficientes, e o descontentamento de minha mãe com a situação constrangia-me a não pedir dinheiro. Resolvi reformar o resto por conta e risco – mas o resto podia esperar. Fazer uma lavagem cerebral nas lembranças da casa era urgente. Comecei pela sala, subi as escadas – quartos, banheiro –, desci as escadas – cozinha, despensa. Por fim sobrou o vão da escada.
Meu avô costumava passar muito tempo por lá, mas desde que passara a morar sozinho não deixara mais ninguém entrar. Lembro-me de sua fúria no dia em que roubei-lhe as chaves para explorar aquele recanto proibido, que instigava minha curiosidade. O estalo alto da fechadura acordou-o do sono sesteiro; seus safanões me prostraram no chão, e, bufando, ele arrancou-me as chaves e sumiu de vista. Alguns dias mais tarde, tentei abrir com grampos e clips, mas a vida não é tão simples quanto as ficções (televisivas ou literárias) insistem em nos demonstrar – aliás, sequer conheci alguém que tivesse conseguido abrir fechaduras desse jeito. Seja como for, depois de algumas tentativas desisti, e acabei arrajando alguma outra coisa para me ocupar.
Aquela chave nunca mais vi, nem mesmo na minha minuciosa varredura pela casa. Para não estragar a porta tentando arrombá-la, passei quentes horas de uma manhã encarrapitado em um banquinho bambo, tentando desparafusar a maçaneta; os parafusos enferrujados deram-me muito trabalho, mas por fim foram retirados. Cansado da tarefa e desejoso de estimular um pouco mais aquela réstia de curiosidade infantil, não abri a porta – dirigi-me à cozinha, onde abri uma cerveja e deitei-me no chão gasto de cerâmica, para esfriar o corpo. Ali fiquei estatelado, ouvindo o vento roçando coisas e tentando identificar o que seriam – o bochorno era insuportável, provavelmente choveria mais tarde. Adormeci.
Acordei com a chuva. Uma brisa fresca entrava pela janela e o som era manso. Levantei-me, comi qualquer porcaria e fui desvendar o vão da escada. Puxei a porta pelo buraco deixado pela maçaneta – estava emperrada. Puxei-a com mais força – ouvi um barulho seco de madeira sofrendo. Parei; o propósito daquela manhã fora não estragar a porta. Enfiei a mão pelo buraco novamente, tentando distribuir melhor a força em uma área maior – a madeira gemeu e abriu, com um solavanco.
Espiei. Não havia nada à vista, alguns rastros de passos, já meio escondidos por novas camadas de poeira e poucas caixas fechadas, empilhadas em um canto. Peguei-as – eram leves, estavam vazias.
Vazias. E cheias de pó.
A entrada foi menos triunfal do que planejara. A casa caía aos pedaços, em seu mudo sofrimento – ou nem tão mudo assim. Fechaduras, maçanetas, dobradiças, piso, escada, tudo gemia dolorosamente se tirado do seu coma catatônico. A casa tinha artrite, como tivera meu avô.
As primeiras medidas foram as emergenciais; hidráulica e elétrica entraram nos eixos, e então o dinheiro acabou. As parcas finanças de um pós-graduando não eram suficientes, e o descontentamento de minha mãe com a situação constrangia-me a não pedir dinheiro. Resolvi reformar o resto por conta e risco – mas o resto podia esperar. Fazer uma lavagem cerebral nas lembranças da casa era urgente. Comecei pela sala, subi as escadas – quartos, banheiro –, desci as escadas – cozinha, despensa. Por fim sobrou o vão da escada.
Meu avô costumava passar muito tempo por lá, mas desde que passara a morar sozinho não deixara mais ninguém entrar. Lembro-me de sua fúria no dia em que roubei-lhe as chaves para explorar aquele recanto proibido, que instigava minha curiosidade. O estalo alto da fechadura acordou-o do sono sesteiro; seus safanões me prostraram no chão, e, bufando, ele arrancou-me as chaves e sumiu de vista. Alguns dias mais tarde, tentei abrir com grampos e clips, mas a vida não é tão simples quanto as ficções (televisivas ou literárias) insistem em nos demonstrar – aliás, sequer conheci alguém que tivesse conseguido abrir fechaduras desse jeito. Seja como for, depois de algumas tentativas desisti, e acabei arrajando alguma outra coisa para me ocupar.
Aquela chave nunca mais vi, nem mesmo na minha minuciosa varredura pela casa. Para não estragar a porta tentando arrombá-la, passei quentes horas de uma manhã encarrapitado em um banquinho bambo, tentando desparafusar a maçaneta; os parafusos enferrujados deram-me muito trabalho, mas por fim foram retirados. Cansado da tarefa e desejoso de estimular um pouco mais aquela réstia de curiosidade infantil, não abri a porta – dirigi-me à cozinha, onde abri uma cerveja e deitei-me no chão gasto de cerâmica, para esfriar o corpo. Ali fiquei estatelado, ouvindo o vento roçando coisas e tentando identificar o que seriam – o bochorno era insuportável, provavelmente choveria mais tarde. Adormeci.
Acordei com a chuva. Uma brisa fresca entrava pela janela e o som era manso. Levantei-me, comi qualquer porcaria e fui desvendar o vão da escada. Puxei a porta pelo buraco deixado pela maçaneta – estava emperrada. Puxei-a com mais força – ouvi um barulho seco de madeira sofrendo. Parei; o propósito daquela manhã fora não estragar a porta. Enfiei a mão pelo buraco novamente, tentando distribuir melhor a força em uma área maior – a madeira gemeu e abriu, com um solavanco.
Espiei. Não havia nada à vista, alguns rastros de passos, já meio escondidos por novas camadas de poeira e poucas caixas fechadas, empilhadas em um canto. Peguei-as – eram leves, estavam vazias.
Vazias. E cheias de pó.
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'Quem conta um conto...',
Espremidos,
Por mote
09 fevereiro 2011
Gelsomino
Jasmim sempre foi minha flor favorita. Não qualquer um, é claro - mas aquele jasmim debruçado sobre a porta de entrada. O cheiro suave e penetrante, a flor simples, branca, sem rodeios, sem complicações.Sentada na mureta, sob o jasmineiro, eu observava a noite fresca e sentia a brisa infilar-se cheia de singelos odores pela minha narina. A rua escura e esburacada escondia o vulto, cada vez mais difuso ladeira abaixo.
Ele se esvaía, mas o jasmineiro acolhia. Ternamente.
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Devaneios
20 janeiro 2011
Heart-to-heart
I wish I could literally cry my heart out. Maybe, after swallowing, I'd feel things differently. Cold-heartedly would be a good solution... unless I could remain heartless. This certainly would be better - it wouldn't pressure my inside as if it were going to explode.
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Espremidos,
Estertores
09 janeiro 2011
Nonsense.
Alice bebia bosta cozida com caroços de damasco (dificílimos de engolir eram eles) enquanto espiava formas fumegando – a fogueira fustigava-as, fazendo-as fumaçarem gases gordurosos (galgavam o grotesco galpão, grudando e gotejando, hediondamente). Há horas Henrique, híspido e hesitante, helenizara o habitat, induzindo indivíduos, imaculados e iludidos, informarem a inteira impossibilidade (inclusive impondo joguetes júnicos), já jubilantemente jactada (jovens Josés jiboiaram, judicaram e jugaram longamente), de levar loucos e lúdicos livros, leigos às lôbregas lidas Licaânicas, aos lascivos libertinos.
Mesmo mordiscando merda modorrentamente, a menina mensurava as módicas modificações modeladas meio à moda megárica.
* Júnicos - relativos à Juno;
* Licaânicas - relativas à Licaão.
Mesmo mordiscando merda modorrentamente, a menina mensurava as módicas modificações modeladas meio à moda megárica.
* Júnicos - relativos à Juno;
* Licaânicas - relativas à Licaão.
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Experiências
30 dezembro 2010
De corpo e alma
Eu nunca tinha pensado o quão profundas coisas aparentemente estúpidas podem ser. A maioria dos animes assistidos por mim - em especial aqueles mais toscos - nunca me levaram a grandes reflexões. E ontem, conversando com outra pessoa, percebi que a lógica a princípio maniqueísta e moralista de alguns animes escondem raciocínios muito concretos - e profundamente embasados na lógica medicinal do Oriente.
Que os humores fisiológicos e o psicológicos se entrelaçam, isso já é aceito como fato por todo o mundo. Agora, o que eu não esperava é a hipótese de que um comportamento usual, um problema mal resolvido, ou uma postura defensiva e fechada pudesse levar ao desenvolvimento de um câncer. É conhecido que Freud tratava distúrbios fisiológicos através da análise, mas, não sei se foi ingenuidade minha, nunca havia levado esse raciocínio ao extremo. Poderia o comportamento de alguém, que nunca fumou nada ao longo da vida, desenvolver um câncer que só aparece em fumantes? Mais do que isso: faria efeito o tratamento se essa postura não se alterasse? Seria necessária análise para que as coisas retornassem aos eixos?
E onde entram os animes nessa história? Livre associação de ideias, provavelmente, dado que não é uma analogia muito boa. Mas os orientais insistem (e eu me lembro especialmente de Inuyasha) na correção das ações e do pensamento para a purificação, e a Shikon no Tama provocava alterações no corpo de pessoas "corrompidas". Enquanto isso, xxxHolic faz o paralelo entre distúrbios psíquicos, as energias emanadas e consequências físicas. Saindo do universo dos animes, a acupuntura insiste no acompanhamento psicológico para a sua prática ter eficácia.
Parando para ponderar sobre esse assunto, elas conclusões parecem meio óbvias. Mas foi um momento epifânico.
E nem sei se essa derivação existe.
Que os humores fisiológicos e o psicológicos se entrelaçam, isso já é aceito como fato por todo o mundo. Agora, o que eu não esperava é a hipótese de que um comportamento usual, um problema mal resolvido, ou uma postura defensiva e fechada pudesse levar ao desenvolvimento de um câncer. É conhecido que Freud tratava distúrbios fisiológicos através da análise, mas, não sei se foi ingenuidade minha, nunca havia levado esse raciocínio ao extremo. Poderia o comportamento de alguém, que nunca fumou nada ao longo da vida, desenvolver um câncer que só aparece em fumantes? Mais do que isso: faria efeito o tratamento se essa postura não se alterasse? Seria necessária análise para que as coisas retornassem aos eixos?
E onde entram os animes nessa história? Livre associação de ideias, provavelmente, dado que não é uma analogia muito boa. Mas os orientais insistem (e eu me lembro especialmente de Inuyasha) na correção das ações e do pensamento para a purificação, e a Shikon no Tama provocava alterações no corpo de pessoas "corrompidas". Enquanto isso, xxxHolic faz o paralelo entre distúrbios psíquicos, as energias emanadas e consequências físicas. Saindo do universo dos animes, a acupuntura insiste no acompanhamento psicológico para a sua prática ter eficácia.
Parando para ponderar sobre esse assunto, elas conclusões parecem meio óbvias. Mas foi um momento epifânico.
E nem sei se essa derivação existe.
01 dezembro 2010
CineMinuto 2
No image.
"It's coming.
It's coming down the mountains, it'll spread through the air, it'll enter your house, your body and soul. It'll laugh at humankind, it'll kill and give birth, and, someday, it'll vanish... Things will remain changed - what about that, huh? - and life will go on.
But it's coming, I'm sure it is".
"But, mate, what is coming?"
Sound of liquid being sucked.
A gasp.
Silence.
"It's coming.
It's coming down the mountains, it'll spread through the air, it'll enter your house, your body and soul. It'll laugh at humankind, it'll kill and give birth, and, someday, it'll vanish... Things will remain changed - what about that, huh? - and life will go on.
But it's coming, I'm sure it is".
"But, mate, what is coming?"
Sound of liquid being sucked.
A gasp.
Silence.
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Por mote
31 outubro 2010
Somewhere, some night...
“Your Majesty, thou shall wake up hurrily... Your Majesty!”
“What..?”
“Your Majesty, I am terribly sorry for being as irritating as a woodpecker carving its nest, but ye must raise your body! Something awful happened and Counselor Whittingham is waiting for ye!”
“I was having a sweet dream, so it better be important.”
“I beg ye to rush... here is your robe, Your Majesty.”
“Where is William? Give me my slippers; this floor is freezing my feet just like the caress of Death.”
“Counselor is waiting for Your Majesty at the entrance of the chamber. Here they are, let me put them on for ye.”
“I appreciate your kindness, ancient Clarisse. Ye should stay here.”
“As ye wish, my sire.”
Clarisse stands still, the king crosses the door.
“Milord!”
“What’s happening, William? Why are we speaking at this time of night? It's time for demons to wander and conspire, not kings.”
“I beg thy pardon, but thy vigil shall not be in vain. The Duke of Wallerstein has stood up against Your Majesty's troops, and an envoy hath just arrived from the battle, claiming reinforcements. I took the liberty of congregating all thy knights. They're waiting for thee.”
“That man could be nothing but a rascal. We shall go.”
The steps from the Counselor’s wooden heel echo through the corridor.
“Your Majesty, I have some issues which should be brought up before the meeting.”
“Thou shall release thy thoughts, loyal William.”
“Richard Durkan’s army was the most affected by the struggle. It would seem sensible if thou giveth him some kind of compensation.”
“Indeed.”
“And Mark Lunn is there. Your Majesty must remember that he was the closest man to Wallerstein. Therefore, I recommend that we should keep an eye on him.”
“Obviously” they reach a closed door “Anything else?”
“Last but not least – I assure you... Here in these papers lie some radical changes that I propose for the strategy of the battle. They are the content of this sheet.”
“I will examine them carefully, then.”
“Good luck, my sire.”
“Luck serves only weak people.”
The king opens the door and enters.
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'Quem conta um conto...',
Compositions
20 outubro 2010
Porque a vida é movimento
Tem dias que simplesmente a gente não consegue ficar aterrado no mundo. Tem dias que, sentado no metrô, ainda que numa posição desconfortável, a gente chega no ponto final e não quer levantar. Ainda que o túnel ruja, ainda que o pé esteja enregelado, ainda que esteja tarde e a gente esteja com fome. Não dá vontade de sair dali. Não dá vontade de viver.
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Estertores
19 outubro 2010
Zeca
o dia corre assim veloz
o dia corre além de nós...
o dia corre além de nós...
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'viva la musica',
Citações,
De Outrens