irracionalidade da razão
robotização humana, ou seja, perda da experiência, da sociabilidade, da formação enquanto coletivo.
primazia da formação individual, do capital humano, maximização do tempo gasto com isso e com o tempo de produção.
perda da relação interpessoal & maximização da relação intercolegal.
tudo sob o disfarce do humano, do normal. photoshopização do robótico, ideologização da falta de vida. perder a vida através de um caminho irracional, de ausência de sentido. trocar a vida pelo capital, pela formação do capital, pela acumulação do capital, pelo consuno do capital, capital, capital.
és pecado(,) capital.
24 de junho
Mostrando postagens com marcador Análise. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Análise. Mostrar todas as postagens
25 julho 2011
30 dezembro 2010
De corpo e alma
Eu nunca tinha pensado o quão profundas coisas aparentemente estúpidas podem ser. A maioria dos animes assistidos por mim - em especial aqueles mais toscos - nunca me levaram a grandes reflexões. E ontem, conversando com outra pessoa, percebi que a lógica a princípio maniqueísta e moralista de alguns animes escondem raciocínios muito concretos - e profundamente embasados na lógica medicinal do Oriente.
Que os humores fisiológicos e o psicológicos se entrelaçam, isso já é aceito como fato por todo o mundo. Agora, o que eu não esperava é a hipótese de que um comportamento usual, um problema mal resolvido, ou uma postura defensiva e fechada pudesse levar ao desenvolvimento de um câncer. É conhecido que Freud tratava distúrbios fisiológicos através da análise, mas, não sei se foi ingenuidade minha, nunca havia levado esse raciocínio ao extremo. Poderia o comportamento de alguém, que nunca fumou nada ao longo da vida, desenvolver um câncer que só aparece em fumantes? Mais do que isso: faria efeito o tratamento se essa postura não se alterasse? Seria necessária análise para que as coisas retornassem aos eixos?
E onde entram os animes nessa história? Livre associação de ideias, provavelmente, dado que não é uma analogia muito boa. Mas os orientais insistem (e eu me lembro especialmente de Inuyasha) na correção das ações e do pensamento para a purificação, e a Shikon no Tama provocava alterações no corpo de pessoas "corrompidas". Enquanto isso, xxxHolic faz o paralelo entre distúrbios psíquicos, as energias emanadas e consequências físicas. Saindo do universo dos animes, a acupuntura insiste no acompanhamento psicológico para a sua prática ter eficácia.
Parando para ponderar sobre esse assunto, elas conclusões parecem meio óbvias. Mas foi um momento epifânico.
E nem sei se essa derivação existe.
Que os humores fisiológicos e o psicológicos se entrelaçam, isso já é aceito como fato por todo o mundo. Agora, o que eu não esperava é a hipótese de que um comportamento usual, um problema mal resolvido, ou uma postura defensiva e fechada pudesse levar ao desenvolvimento de um câncer. É conhecido que Freud tratava distúrbios fisiológicos através da análise, mas, não sei se foi ingenuidade minha, nunca havia levado esse raciocínio ao extremo. Poderia o comportamento de alguém, que nunca fumou nada ao longo da vida, desenvolver um câncer que só aparece em fumantes? Mais do que isso: faria efeito o tratamento se essa postura não se alterasse? Seria necessária análise para que as coisas retornassem aos eixos?
E onde entram os animes nessa história? Livre associação de ideias, provavelmente, dado que não é uma analogia muito boa. Mas os orientais insistem (e eu me lembro especialmente de Inuyasha) na correção das ações e do pensamento para a purificação, e a Shikon no Tama provocava alterações no corpo de pessoas "corrompidas". Enquanto isso, xxxHolic faz o paralelo entre distúrbios psíquicos, as energias emanadas e consequências físicas. Saindo do universo dos animes, a acupuntura insiste no acompanhamento psicológico para a sua prática ter eficácia.
Parando para ponderar sobre esse assunto, elas conclusões parecem meio óbvias. Mas foi um momento epifânico.
E nem sei se essa derivação existe.
25 junho 2009
Eclipse solar.
É como se eu estivesse com aqueles negativos para proteger os olhos do sol na hora de ver um eclipse: a luz é mais tolerável para ver, mas o mundo fica mais escuro, marrom e feio. Os defeitos e os problemas saltam a vista, e até então eles eram ofuscados pela claridade.
E eu chafurdo na indignação, e no inconformismo puramente teórico.
E eu chafurdo na indignação, e no inconformismo puramente teórico.
Marcadores:
Análise,
Comentários.,
Estertores,
Monólogos
22 setembro 2008
Yin Yang..?
Estive ruminando estas inquietações há algumas semanas.Na filosofia oriental (perdoem ignorâncias, sou estupidamente desinformada), para criar uma mentalidade harmoniosa, é necessário o equilíbrio entre os dois lados da moeda, Yin e Yang; ou razão e instinto, se preferirmos pôr nestes termos.
Pois bem, examinando os costumes do budismo, observo ao longo da senda óctupla (se é que o nome é esse e eu não estou alucinando) que há uma supressão do conteúdo instintivo - ou ruim - da parcela que compõe a mentalidade humana. Veja bem, há os preceitos de não matar, não fazer sexo, não comer carne (vermelha?). Matar, reproduzir e se alimentar são aspectos básicos que o instinto animalesco de sobrevivência de si e da espécie produz. Matar para se manter vivo, copular para manter a espécie viva e se alimentar para se manter vivo. A harmonia seria então a completa retirada de qualquer coisa que remeta à condição existencial da espécie humana? O humano perfeito seria aquele que reprimiu até a necrose todo indício de instintivo e tornou-se um ser absolutamente racional, cujo pensamento predomina sobre tudo? Ou o instinto e a razão devem manter-se realmente equilibrados, lado a lado?
E aí começa a minha inquietação em nível pessoal. O andamento que minha vida teve ao longo deste ano foi justamente tentar excluir da minha pessoa, paulatinamente (e convenhamos, baseada em escolhas um tanto quanto oportunas a mim mesma), o aspecto considerado 'ruim' dentro da moralidade que vigora na atualidade (embora seja mendaz). Tentei ser menos pessimista, cuidar dos seres que me rodeiam com menos descaso e mais carinho - as plantas foram grandes empreendimentos neste sentido -, conhecer melhor as pessoas e julgá-las menos, reduzir meus preconceitos, diminuir minha preguiça e meus obstrutores naturais, viver mais em contato com o mundo à minha volta, não tão reclusa nos meus pensamentos. Sei que muitos - senão todos - sequer perceberam o que se passava, mas acontece; é difícil levantar os olhos de si mesmo para examinar o ambiente, com sincera boa vontade. Então as coisas mudaram, e nestas últimas três semanas eu encaro meu passado recente não com desprezo, mas com incompreensão. É como se eu tivesse colocado os óculos escuros para ver melhor o mundo que ofuscava um pouco, e visse o quão inútil fora todo o meu esforço. As coisas morrem e deterioram, as pessoas têm defeitos - além da sina de não conseguir curar todos eles - e não estão nem um pouco interessadas em corrigi-los, o Mundo seguiu adiante (eu havia perdido a profundidade desta citação desde que o ano começou), a paz não existe, tampouco a plena satisfação entre todos, assim como a violência é algo inerente a todos, desde as agressões verbais pensamentos assassinatos à tudo que me cerca. Sei que parece desconexo, mas essa violência essa crueza esse pretoebranco é o que me faz escrever e manter fina a camada de espelho que me separa de Sibilla.
Há quem pense ao ler isto que perdi completamente o fio da meada, que estou deprimida ou algo do gênero; mas isto é apenas uma lista de observações que necessitam de outras para que se saciem e eu consiga um mínimo de calmaria para esta minha confusão mental. Eu preciso de um caminho a seguir. Eu preciso de uma forma de me compor, porque os antigos alicerces ruíram com o passar do Mundo.
Marcadores:
Análise,
Comentários.,
Devaneios
12 março 2008
Sweeney Todd: The Demon Barber of Fleet Street
Estive na quarta-feira passada no Kinoplex para assistir o musical "Sweeney Todd", dada a grande incidência de comentários favoráveis, e o meu interesse no filme (elenco, enredo...)
"SYNOPSIS: Johnny Depp and Tim Burton join forces again in a big-screen adaptation of Stephen Sondheim's award-winning musical thriller "Sweeney Todd." Depp stars in the title role as a man unjustly sent to prison who vows revenge, not only for that cruel punishment, but for the devastating consequences of what happened to his wife and daughter. When he returns to reopen his barber shop, Sweeney Todd becomes the Demon Barber of Fleet Street who "shaved the heads of gentlemen who never thereafter were heard from again." Joining Depp is Helena Bonham Carter as Mrs. Lovett, Sweeney's amorous accomplice, who creates diabolical meat pies. The cast also includes Alan Rickman, who portrays the evil Judge Turpin, who sends Sweeney to prison and Timothy Spall as the Judge's wicked associate Beadle Bamford and Sacha Baron Cohen is a rival barber, the flamboyant Signor Adolfo Pirelli. [Site Oficial]"
Certo, terminada a sessão, estava eu convencida de acabar de ter assistido um filme 'ultra-romântico' (Segunda Geração do Romantismo). O fato de estar vendo esta escola artística em literatura só me encheu de evidências, que exponho a seguir. (As pessoas que estiverem interessadas em assistir o filme sem spoilers, não leiam o que vem abaixo)
A esposa de Benjamin Barker (Mr. Todd) - Lucy Barker, é de constituição frágil, pele branca, delicada, educada. Só faltava ser doente, coisa que sucede ao longo de sua vida, depois de seu envenenamento (vê-se no seu rosto de mendiga).
A filha de Barker - Johanna, segue o mesmo tipo estético da mãe ->
Benjamin Barker x Sweeney Todd -> a mesma personagem, embora em fases distintas. Barker era um homem (como Todd menciona) tolo ["foolish barber"] (feliz ao lado de sua mulher e recém-nascida filha, de aparência saudável e considerado homem bonito (pelo senso comum). Sweeney Todd, por outro lado, era um homem deteriorado, amargo e 'louco'.
Infelizmente, não posso comentar a trilha sonora =)
e por hoje é só.

"SYNOPSIS: Johnny Depp and Tim Burton join forces again in a big-screen adaptation of Stephen Sondheim's award-winning musical thriller "Sweeney Todd." Depp stars in the title role as a man unjustly sent to prison who vows revenge, not only for that cruel punishment, but for the devastating consequences of what happened to his wife and daughter. When he returns to reopen his barber shop, Sweeney Todd becomes the Demon Barber of Fleet Street who "shaved the heads of gentlemen who never thereafter were heard from again." Joining Depp is Helena Bonham Carter as Mrs. Lovett, Sweeney's amorous accomplice, who creates diabolical meat pies. The cast also includes Alan Rickman, who portrays the evil Judge Turpin, who sends Sweeney to prison and Timothy Spall as the Judge's wicked associate Beadle Bamford and Sacha Baron Cohen is a rival barber, the flamboyant Signor Adolfo Pirelli. [Site Oficial]"
Certo, terminada a sessão, estava eu convencida de acabar de ter assistido um filme 'ultra-romântico' (Segunda Geração do Romantismo). O fato de estar vendo esta escola artística em literatura só me encheu de evidências, que exponho a seguir. (As pessoas que estiverem interessadas em assistir o filme sem spoilers, não leiam o que vem abaixo)
A esposa de Benjamin Barker (Mr. Todd) - Lucy Barker, é de constituição frágil, pele branca, delicada, educada. Só faltava ser doente, coisa que sucede ao longo de sua vida, depois de seu envenenamento (vê-se no seu rosto de mendiga).
A filha de Barker - Johanna, segue o mesmo tipo estético da mãe ->
- Pai (da jovem) Autoritário
- Sublime x Grotesco
Benjamin Barker x Sweeney Todd -> a mesma personagem, embora em fases distintas. Barker era um homem (como Todd menciona) tolo ["foolish barber"] (feliz ao lado de sua mulher e recém-nascida filha, de aparência saudável e considerado homem bonito (pelo senso comum). Sweeney Todd, por outro lado, era um homem deteriorado, amargo e 'louco'.
- Egocentrismo
- Supervalorização do sentimento
- Ódio
- Amor ("O Amor pode tudo")
- Escapismo: morte/loucura
- Fotografia do filme:
Infelizmente, não posso comentar a trilha sonora =)
e por hoje é só.
Marcadores:
Análise,
Comentários.
