Mostrando postagens com marcador Estalos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Estalos. Mostrar todas as postagens
19 setembro 2013
vivento
vi o vento
quando avoada ouvia você
falar sobre cousas loucas da vida
ele era mirrado, tímido e discreto
mas sorriu ao passar.
quando avoada ouvia você
falar sobre cousas loucas da vida
ele era mirrado, tímido e discreto
mas sorriu ao passar.
Marcadores:
Estalos,
little ones,
poesia..?,
Por mote
27 dezembro 2011
Um.
A noite é quente. Sente as costas suadas a empapar o pijama, o pijama a embeber o lençol. A cama? Sequer desfeita. O exaustor gira lenta e dolorosamente. O primo, duas camas ao lado, ressona. Os outros estão em paz. E ela ali, a suar feito garrafa fora do freezer.
Algumas ambulâncias passam. Funks correm pela avenida, também.
Passa a mão pela testa e enxuga no lençol. Vem então da janela escancarada um ruído estranho (som de lugar claro, de grandes prateleiras abarrotadas, de pessoas mal humoradas e crianças gritando e anúncios coloridos)... de carrinho de supermercado. Vem do estacionamento do prédio, o barulho de um carrinho, arrastado de um lado ao outro.
Baque-silêncio(breve, sem delongas)-movimento em fórmula cíclica, tal qual os gemidos do circulador de teto. Ela se levanta, curiosa. Se contorce até a janela, e nada vê além de um chinelo solto no meio do asfalto. Deixa o quarto, devagar para não tropeçar nos sapatos largados, cadeiras tortas e quadros imprevistos. Ela avança pelo breu, torce a chave com cuidado e sai pela porta da frente. Deixa-a destrancada. O sensor de movimento acende a luz e a cega. O elevador é sofridamente claro. Ela desce no estacionamento aberto. O céu tem o escuro desbotado das luzes da cidade. Está quente.
Há um homem empurrando o carrinho. Tem só um pé calçado, cabelos com fios prateados, entradas e uma expressão vazia. Ele vem em sua direção, sem parecer tê-la notado. Ela se desvia e ele passa com o carrinho, para bater numa parede. Baque-silêncio. Ele dá ré e ruma para outro lado. Movimento.
Baque-silêncio-movimento.
Ela o observa.
Algumas ambulâncias passam. Funks correm pela avenida, também.
Passa a mão pela testa e enxuga no lençol. Vem então da janela escancarada um ruído estranho (som de lugar claro, de grandes prateleiras abarrotadas, de pessoas mal humoradas e crianças gritando e anúncios coloridos)... de carrinho de supermercado. Vem do estacionamento do prédio, o barulho de um carrinho, arrastado de um lado ao outro.
Baque-silêncio(breve, sem delongas)-movimento em fórmula cíclica, tal qual os gemidos do circulador de teto. Ela se levanta, curiosa. Se contorce até a janela, e nada vê além de um chinelo solto no meio do asfalto. Deixa o quarto, devagar para não tropeçar nos sapatos largados, cadeiras tortas e quadros imprevistos. Ela avança pelo breu, torce a chave com cuidado e sai pela porta da frente. Deixa-a destrancada. O sensor de movimento acende a luz e a cega. O elevador é sofridamente claro. Ela desce no estacionamento aberto. O céu tem o escuro desbotado das luzes da cidade. Está quente.
Há um homem empurrando o carrinho. Tem só um pé calçado, cabelos com fios prateados, entradas e uma expressão vazia. Ele vem em sua direção, sem parecer tê-la notado. Ela se desvia e ele passa com o carrinho, para bater numa parede. Baque-silêncio. Ele dá ré e ruma para outro lado. Movimento.
Baque-silêncio-movimento.
Ela o observa.
Marcadores:
'Quem conta um conto...',
Estalos
25 julho 2011
de instrumento a fim - fragmentos de raciocínio
irracionalidade da razão
robotização humana, ou seja, perda da experiência, da sociabilidade, da formação enquanto coletivo.
primazia da formação individual, do capital humano, maximização do tempo gasto com isso e com o tempo de produção.
perda da relação interpessoal & maximização da relação intercolegal.
tudo sob o disfarce do humano, do normal. photoshopização do robótico, ideologização da falta de vida. perder a vida através de um caminho irracional, de ausência de sentido. trocar a vida pelo capital, pela formação do capital, pela acumulação do capital, pelo consuno do capital, capital, capital.
és pecado(,) capital.
24 de junho
robotização humana, ou seja, perda da experiência, da sociabilidade, da formação enquanto coletivo.
primazia da formação individual, do capital humano, maximização do tempo gasto com isso e com o tempo de produção.
perda da relação interpessoal & maximização da relação intercolegal.
tudo sob o disfarce do humano, do normal. photoshopização do robótico, ideologização da falta de vida. perder a vida através de um caminho irracional, de ausência de sentido. trocar a vida pelo capital, pela formação do capital, pela acumulação do capital, pelo consuno do capital, capital, capital.
és pecado(,) capital.
24 de junho
Marcadores:
Análise,
De Outrens,
Devaneios,
Estalos,
Estertores,
Paralelos
24 abril 2011
Rethinking Roland's quotes.
The strangest thing about the world moving on is that we lose track of events. Suddenly, we don't know what's happening anymore. Suddenly, we realise that a intricate process has gone by and we need a break to adapt our minds. It's not a bad thing, nor a good one. It's just... odd.
And it happens all the time.
And it happens all the time.
27 fevereiro 2011
Un po' di notte.
A lua espreitava
vigiava
procurava por qualquer ato que pudesse denunciar seus ânimos.
Mas a frieza lisa das pedras do rio era pesada demais no chacoalhar suave das águas.
Eram impenetráveis;
imperscrutáveis.
17 fevereiro 2011
Não sei mais se o que me escorre é uma lágrima do céu ou um pingo de choro.
Marcadores:
Estalos,
little ones,
Paralelos
24 setembro 2010
Vi.
Eram olhos felinos
____________ferinos
____________vendidos
__vermelhos, fodidos na floresta de olhos
_________________na infinidade de espólios humanos
se esvaía na quina
______na esquina
__________da via
____________vazia
__________de espaços e silêncios
vociferava pela calçada
___extremista e irada
________a turba de
____________gentes
________fremia
____________virava, insana manada
pelo olho da rua
fugaz foi a vista
______dos olhos
do par intimista
___que vi na virada
_________na curva
____________da quadra.
____________ferinos
____________vendidos
__vermelhos, fodidos na floresta de olhos
_________________na infinidade de espólios humanos
se esvaía na quina
______na esquina
__________da via
____________vazia
__________de espaços e silêncios
vociferava pela calçada
___extremista e irada
________a turba de
____________gentes
________fremia
____________virava, insana manada
pelo olho da rua
fugaz foi a vista
______dos olhos
do par intimista
___que vi na virada
_________na curva
____________da quadra.