III.
Era una notte come questa e il vento
Scuoteva urlando la mia porta invano:
Lunga come un lamento
Mezzanotte battea lontan lontano,
Cadea la pioggia a rivi
Dalle gronde sonore e tu partivi.
Tu partivi per sempre ed io sul letto,
Col viso in giù, la còltrice mordea:
Mi strideva nel petto
Il singhiozzo del pianto e non piangea.
Così tu m’hai lasciato
E il bacio dell’addio non me l’hai dato.
Da quella notte non t’ho più veduta
E più nulla di te non seppi mai.
Forse tu sei caduta
Nel vitupero ed aspettando stai,
Seduta sulla porta,
Chi compri il bacio tuo; forse sei morta.
Forse, e questo pensier più mi tormenta,
Non ti ricordi più del tuo passato,
E godendo contenta
La casta pace d’un imen beato,
Baci col labbro pio
I figli d’un amor che non fu il mio.
Nel tempo anch’io sperai che pur conforta,
Che spegne pure ogni dolor più greve.
Ti volli creder morta
Perchè scordarsi degli estinti è lieve,
E dissi al cor mio gramo,
Dissi all’anima mia: dimentichiamo.
Invan. Da quella notte io porto in core
Come una piaga che guarir non vuole;
Chiuso nel mio dolore
Odio la terra, maledico il sole,
Maledico la vita,
Perchè non spero più; tu sei partita.
E partita per sempre! e pur se sento
La piova ancor che dalle gronde scroscia
E a mezza notte il vento
Sonar come un lontano urlo d’angoscia,
Dal mio guanciale il volto
Levo e le voci della notte ascolto.
Così mal desto le tue bianche forme,
Velate come in sogno, io veggo in mente;
Tace per poco e dorme
Il tarlo roditor che lentamente
La mia vita divora,
E mi par quasi d’aspettarti ancora.
Può la mente scordar tutto un passato,
Ma la mia carne non li scorda mai
I baci che m’hai dato,
I misteri d’amor che t’insegnai,
Le notti mie più liete,
E le tue voluttà le più segrete.
Ahi, ma dal mio sopor tosto destato,
L’atroce verità riveggo intera!
Ignudo e forsennato
Levo le braccia nella notte nera
E sulla coltre sola
Spasimo e il pianto mi s’annoda in gola.
Pianger non posso. Maledetto Iddio,
Se favola non è come l’amore,
Egli che il pianto mio
Come una pietra mi saldò nel core,
Egli che ci ha diviso
E che il pianto mi nega e il tuo sorriso!
Oh, se pianger la morte mi facesse,
Se una lagrima sola, un’ora sola
De’ gaudi tuoi mi desse,
Ricada sovra me la mia parola
Se la casa di grida
Non risonasse già pel suicida!
30 julho 2011
25 julho 2011
de instrumento a fim - fragmentos de raciocínio
irracionalidade da razão
robotização humana, ou seja, perda da experiência, da sociabilidade, da formação enquanto coletivo.
primazia da formação individual, do capital humano, maximização do tempo gasto com isso e com o tempo de produção.
perda da relação interpessoal & maximização da relação intercolegal.
tudo sob o disfarce do humano, do normal. photoshopização do robótico, ideologização da falta de vida. perder a vida através de um caminho irracional, de ausência de sentido. trocar a vida pelo capital, pela formação do capital, pela acumulação do capital, pelo consuno do capital, capital, capital.
és pecado(,) capital.
24 de junho
robotização humana, ou seja, perda da experiência, da sociabilidade, da formação enquanto coletivo.
primazia da formação individual, do capital humano, maximização do tempo gasto com isso e com o tempo de produção.
perda da relação interpessoal & maximização da relação intercolegal.
tudo sob o disfarce do humano, do normal. photoshopização do robótico, ideologização da falta de vida. perder a vida através de um caminho irracional, de ausência de sentido. trocar a vida pelo capital, pela formação do capital, pela acumulação do capital, pelo consuno do capital, capital, capital.
és pecado(,) capital.
24 de junho
Marcadores:
Análise,
De Outrens,
Devaneios,
Estalos,
Estertores,
Paralelos
24 julho 2011
Límites
De estas calles que ahondan el poniente,
una habrá (no sé cuál) que he recorrido
ya por última vez, indiferente
y sin adivinarlo, sometido
a Quien prefija omnipotentes normas
y una secreta y rígida medida
a las sombras, los sueños y las formas
que destejen y tejen esta vida.
Si para todo hay término y hay tasa
y última vez y nunca más y olvido
¿quién nos dirá de quién, en esta casa
sin saberlo, nos hemos despedido?
Tras el cristal ya gris la noche cesa
y del alto de libros que una trunca
sombra dilata por la vaga mesa,
alguno habrá que no leeremos nunca.
Hay en el Sur más de un portón gastado
con sus jarrones de mampostería
y tunas, que a mi paso está vedado
como si fuera una litografia.
Para siempre cerraste alguna puerta
y hay un espejo que te aguarda en vano;
la encrucijada te parece abierta
y la vigila, cuadrifronte, Jano.
Hay, entre todas tus memorias, una
que se ha perdido irreparablemente;
no te verán bajar a aquela fuente
ni el blanco sol ni la amarilla luna.
No volverá tu voz a lo que el persa
dijo en su lengua de aves y de rosas,
cuando al ocaso, ante la luz dispersa,
quieras decir inolvidables cosas.
¿Y el incesante Ródano y el lago,
todo ese ayer sobre el cual hoy me inclino?
Tan perdido estará como Cartago
que con fuego y con sal borró el latino.
Creo en el alba oír un atareado
rumor de multitudes que se alejan;
son lo que me ha querido y olvidado;
espacio y tiempo y Borges ya me dejan.
Jorge L. Borges
Marcadores:
aleatórios,
De Outrens,
poesia..?
06 julho 2011
Ode ao pássaro morto
Fora antes uma Bolinha de penas
dessas saltitantes, alvo de mil preocupações
“merda, será que eu passei por cima?”.
Agora, mero monte amorfo de plumas
incrustrado no asfalto.
Poderia muito bem se passar por um bolo de sujeira
daquelas que se tira de debaixo da cama.
dessas saltitantes, alvo de mil preocupações
“merda, será que eu passei por cima?”.
Agora, mero monte amorfo de plumas
incrustrado no asfalto.
Poderia muito bem se passar por um bolo de sujeira
daquelas que se tira de debaixo da cama.
Marcadores:
Comentários.,
Devaneios,
Experiências,
poesia..?,
Relatos.
19 junho 2011
Pra quem já foi.
Quando a vida enfim me quiser levar
Pelo tanto que me deu
Sentir-lhe a barba me roçar
No derradeiro beijo seu.
Ah, que merda.
Pelo tanto que me deu
Sentir-lhe a barba me roçar
No derradeiro beijo seu.
Ah, que merda.
Marcadores:
De Outrens,
Estertores
31 maio 2011
Into the wild (wild..?)
Quando aparecem cretinos demais na sua vida, mesmo que simplesmente resvalem na sua trajetória, você começa a se perguntar qual é a natureza humana.
Excessivamente pensado e sem nenhuma conclusão aparente, esse inferno de conceito só nos atrapalha - essa necessidade infeliz de rotular coisas e pessoas, essa obsessão por tipologias, por leis gerais. É frustrante não haver um modelo para observar e encaixar as pessoas, para facilitar a lida com seres estranhos.
É a cretinice dos apartamentos, das pizzarias, da lógica estúpida que parece reger essa sociedade que lhe leva a perder a fé na espécie humana, a achar que uma epidemia poderia resolver o problema do planeta. Aí você esbarra num rosto sorridente - num foco de resistência à babaquice extremamente contagiosa que assola o mundo - e respira fundo, estala as articulações e aceita que existem pessoas bacanas por aí.
A identificação do problema que nos acomete ainda não se deu. É a lógica individualista derivada do 'capitalismo selvagem'? É o distanciamento dos outros seres humanos, é o centramento na própria sobrevivência? Temos mesmo essa capacidade de agir como ser social, sem tentarmos nos massacrar (politica, cultural, social, economicamente..?)? É a intolerância com o próximo?
O que é? Qual é o nosso problema, saco?
Excessivamente pensado e sem nenhuma conclusão aparente, esse inferno de conceito só nos atrapalha - essa necessidade infeliz de rotular coisas e pessoas, essa obsessão por tipologias, por leis gerais. É frustrante não haver um modelo para observar e encaixar as pessoas, para facilitar a lida com seres estranhos.
É a cretinice dos apartamentos, das pizzarias, da lógica estúpida que parece reger essa sociedade que lhe leva a perder a fé na espécie humana, a achar que uma epidemia poderia resolver o problema do planeta. Aí você esbarra num rosto sorridente - num foco de resistência à babaquice extremamente contagiosa que assola o mundo - e respira fundo, estala as articulações e aceita que existem pessoas bacanas por aí.
A identificação do problema que nos acomete ainda não se deu. É a lógica individualista derivada do 'capitalismo selvagem'? É o distanciamento dos outros seres humanos, é o centramento na própria sobrevivência? Temos mesmo essa capacidade de agir como ser social, sem tentarmos nos massacrar (politica, cultural, social, economicamente..?)? É a intolerância com o próximo?
O que é? Qual é o nosso problema, saco?
Marcadores:
Estertores,
Experiências,
Monólogos,
Paralelos
30 maio 2011
Questão de Ordem - Jeff
gostaria de ter lido essa poesia no Sarau, mas não o havendo feito, coloco-a aqui.
(em memória do poeta revolucionário Roque Dalton)
Algo de mim se perdeu
por entre as pautas reivindicadas
quando foi não me lembro...
assembleias... reuniões... passeatas...
Algo de mim se perdeu
por entre as bandeiras levantadas
quando foi não me lembro...
conjunturas... estratégias... táticas...
Algo de mim se perdeu,
e não há nada,
absolutamente nada
em nenhuma ata...
(eu mesmo vasculhei exaustivamente os arquivos)
não se têm informes,
encaminhamentos,
palavras de ordem...
nada.
Apenas uma ausência
enorme constante programática?
Algo de mim se perdeu
por entre as questões ordinárias...
e pode soar ridículo, burguês e desagradavelmente
intimista,
mas sinto, camaradas,
que essa coisa perdida
era,
justamente,
a que me centralizava
(subversiva, clandestina, revolucionária).
(em memória do poeta revolucionário Roque Dalton)
Algo de mim se perdeu
por entre as pautas reivindicadas
quando foi não me lembro...
assembleias... reuniões... passeatas...
Algo de mim se perdeu
por entre as bandeiras levantadas
quando foi não me lembro...
conjunturas... estratégias... táticas...
Algo de mim se perdeu,
e não há nada,
absolutamente nada
em nenhuma ata...
(eu mesmo vasculhei exaustivamente os arquivos)
não se têm informes,
encaminhamentos,
palavras de ordem...
nada.
Apenas uma ausência
enorme constante programática?
Algo de mim se perdeu
por entre as questões ordinárias...
e pode soar ridículo, burguês e desagradavelmente
intimista,
mas sinto, camaradas,
que essa coisa perdida
era,
justamente,
a que me centralizava
(subversiva, clandestina, revolucionária).
Marcadores:
De Outrens,
poesia..?
16 maio 2011
Vorrei che le disillusioni smetessero de tormentarmi. Mi sono già stancata.
Marcadores:
Comentários.,
little ones
14 maio 2011
Every morning at sunrise, the sun shining through a church window reveals a message.
Costumeiro era o atraso
cenário míope atropelado
borrão de cores arrastadas
barulho frenético de roda enferrujada
o sacolejo do aro torto
me eram razões para esquecer do mundo
e me concentrar na fria perspectiva da matéria
da aula daquele professorzinho enfezado
estourador de faltas
tipologista de atrasos
infernizador dos amantes da segunda de manhã
pedalava descabelada
desabalada
pondo abaixo a ladeira
naquela derradeira manhã outonina
que, recostada nos batentes do inverno
suspirava densos nevoeiros
o sol, ainda baixo e tímido na umidade do dia
expelia luz, cegava, escandalizava o branco sujo da neblina
e oferecia uma igreja mirrada
encardida e espremida entre lojas (ainda fechadas) e letreiros intimidadores
expunha-a como troféu
como reduto
como (!) resistência
ao desenfreado avanço das rodas
à vida maquinal que arremetia por aros tortos e fagocitava o raciocínio.
30 abril 2011
Rotativa
A gente vai contra a corrente
Até não poder resistir
Na volta do barco é que sente
O quanto deixou de cumprir
Faz tempo que a gente cultiva
A mais linda roseira que há
Mas eis que chega a roda viva
E carrega a roseira prá lá...
Que fique de lição - não ler escritos alheios.
Até não poder resistir
Na volta do barco é que sente
O quanto deixou de cumprir
Faz tempo que a gente cultiva
A mais linda roseira que há
Mas eis que chega a roda viva
E carrega a roseira prá lá...
Que fique de lição - não ler escritos alheios.
Marcadores:
'viva la musica',
De Outrens,
Estertores,
Trechos
24 abril 2011
Rethinking Roland's quotes.
The strangest thing about the world moving on is that we lose track of events. Suddenly, we don't know what's happening anymore. Suddenly, we realise that a intricate process has gone by and we need a break to adapt our minds. It's not a bad thing, nor a good one. It's just... odd.
And it happens all the time.
And it happens all the time.
23 abril 2011
Such a...
Ho provato di tutto per farti più prossimo di me - avevo anche concluso che ero stata ben riuscita (fino ad un punto).
Crasso sbaglio.
Tutti gli sfoghi, tutte le storie, è tutto stato un monologo tra me ed una statua, in cui tu sei stato solamente una pietra a guardarmi con quegli occhi che traboccano sentimenti umani.
Sì, mi sono risentita. Mi risentì perché non sei stato là mentre avevo bisogno - e neanche quando ti cercavo. Mi risentì di quasi aver dovuto supplicare per trovarti. Mi risentì di esserti sembrata qualcosa che s'era seppellita da tanto tempo (al meno dalla mia parte).
Sono rammaricata per scoprire che è stato tutto una via senza ritorno. Pensavo che tu fossi comportato appositamente, che avevamo segnato un accordo senza parole, che sarebbe stato tutto finito, e pure mi ritorni con quegli auguri ipocriti.
Ho lasciato stare, siccome di ipocrite il mondo è pieno.
Ma come volevo che questi pensieri fossero follie. Non lo sapresti mai.
Anzi, non lo saprai mai.
Marcadores:
Estertores,
Italianagens,
Monólogos
17 abril 2011
Essa moça tá diferente
Já não me conhece mais
Está pra lá de pra frente
Está me passando pra trás
Essa moça tá decidida
A se supermodernizar
Ela só samba escondida
Que é pra ninguém reparar...
Já não me conhece mais
Está pra lá de pra frente
Está me passando pra trás
Essa moça tá decidida
A se supermodernizar
Ela só samba escondida
Que é pra ninguém reparar...
Marcadores:
'viva la musica',
Citações,
De Outrens,
Trechos
15 abril 2011
...che voy hacer, je suis perdu
Ieri mi è venuta una stanchezza incredibile. Come se tutto il mondo fosse diventato più buio, più pesante. Come se il caldo del giorno mi avesse scioglieta, come se i miei muscoli fossero diventati molli come caucciù.
Ma, doppo un test, tutto si è risolto. Il mondo ha ritornato, ruotando a tutta velocità. La birra è diventata più fredda, suo sapore è diventato più forte. Non è stato il test, ma qualcosa ha scoppiettato.
ただいま.
Ma, doppo un test, tutto si è risolto. Il mondo ha ritornato, ruotando a tutta velocità. La birra è diventata più fredda, suo sapore è diventato più forte. Non è stato il test, ma qualcosa ha scoppiettato.
ただいま.
Marcadores:
Comentários.,
Italianagens,
Relatos.